Usuário:Releitura da Quadra Central

De EmBreveAqui
Ir para: navegação, pesquisa

Grupo: Amanda Maciel, Ana Beatriz Corrêa, Elisa Felix, Lara Secchin e Laura Moraes

RELEITURA DA QUADRA CENTRAL

PONTOS POSITIVOS

  • Liberação da área livre de uso público
  • Tipologia de uso misto (fachada ativa)
  • Diminuição das vagas de garagem
  • Diminuir áreas coletivas privadas e incentivar áreas públicas

PONTOS NEGATIVOS

  • Alto adensamento com CA muito elevados (chega até 7)
  • Criação de uma única centralidade na cidade contribuindo com grandes deslocamentos - a proposta se contradiz nesse ponto
  • Gentrificação
  • Não há garantia de que a longo prazo o uso misto vai ser mantido
  • Afeta a paisagem


Área de Intervenção[editar]

  • Consiste em seis quadras da região central, compreendida entre as Avenidas do Contorno, Santos Dumont e Rua Rio de Janeiro (ver figuras em anexo)
  • Requalificação das Edificações Vazias
  • Criar uma integração com a Praça da Estação através da Praça Rui Barbosa
  • Aproveitamento das áreas residuais das edificações existente
  • Maior permeabilidade no interior das quadras
  • Aumento das áreas permeáveis e verdes
  • Incentivar o uso de Instrumentos Urbanísticos presentes no Estatuto da Cidade


MAPA 01: PONTOS PRINCIPAIS NO CONTEXTO URBANO

PONTOS.jpg


MAPA 02: LEVANTAMENTO DOS VAZIOS EXISTENTES NA ÁREA DE INTERVENÇÃO

VAZIOS.jpg

https://www.google.com/maps/d/edit?mid=zFPJ_uo7mtjY.k5ME7gv-i9IU&usp=sharing

Propostas[editar]

Belo Horizonte foi uma cidade planejada para servir de nova capital do Estado de Minas Gerais. O traçado de vias, projetado pelo engenheiro Aarão Reis, originalmente é formado por uma malha ortogonal cortada a 45º por grandes avenidas. As áreas institucionais foram situadas na Praça da Liberdade, próximo ao Palácio do Governador (região mais alta), as partes de altitude mais baixa era destinada à região comercial e de serviços da cidade, próximo da estação de trem, e o restante da área delimitada pela Avenida do Contorno era destinada ao uso residencial. É importante ressaltar que o planejamento da nova capital não incluiu um espaço para as pessoas que trabalharam na construção da cidade e que eram de renda mais baixa, portanto essas pessoas se alocaram fora dos limites da Contorno onde hoje são os bairros Santa Tereza, Carlos Prates, entre outros.

Com o passar do tempo o considerado Centro de Belo Horizonte foi ficando saturado e com a expansão da cidade a atividade comercial começou a migrar para outros lugares, deixando edifícios abandonados e lugares residuais no Centro. Apesar de ainda ter movimento durante o dia, a restrição ao uso comercial resulta na subutilização do espaço durante a noite.

Atualmente existe a proposta da Nova BH que engloba o eixo Antônio Carlos e Pedro I que tem como objetivo melhorar a infraestrutura do local focando na parte de mobilidade. Em relação ao Centro da cidade a Nova BH prevê que as quadras dentro da Avenida da Contorno se tornarão Quadras Centrais. Essa quadras terão uso misto e um alto adensamento da região, podendo chegar a coeficiente de aproveitamento 7 e sem a existência de cota mínima de terreno. A intenção é criar residências próximas ao transporte público (BRT, metrô, rodoviária) para desestimular o uso do automóvel particular. Pretende também criar quadras mais permeáveis para os pedestres, diminuir as vagas de garagem (unidades habitacionais com uma ou nenhuma vaga de garagem), e diminuição de áreas coletivas privadas para incentivar áreas públicas.

A ideia de um alto adensamento no Centro pode não ser a melhor opção, pois há infraestrutura não utilizada nessa região. Além disso, torres muito altas de edifícios poderiam criar ambientes hostis, principalmente durante a noite, pois o uso comercial seria fechado e os edifícios residenciais estariam tão longe do térreo que resultaria em locais perigosos. Consideramos que a melhor opção seria o aproveitamento da estrutura existente com novos usos.

Neste cenário a equipe pretende fazer uma releitura da Quadra Central do plano Nova BH, mantendo os pontos positivos considerados pelo grupo (listados abaixo), fazendo uma crítica ao alto adensamento e às restrições de uso.


  • Descentralizar - fazer pequenos polos distribuídos
  • Melhorar a infraestrutura - apesar de existir ela não é utilizada porque muito caro morar no Centro
  • Manter as edificações tombadas e as com potencial de aproveitamento
  • Estimular o uso da bicicleta (bicicletários)


  • MOVE: mão inglesa em cada quadra, tirar as estações do centro e passar para as calçadas. Rebaixamento de 0,90m, rampa de 4m e inclinação 18%.

Para a questão da drenagem o uso de pavimentação autodrenante.

  • Galerias no interior das quadras
  • Passarela que liga Rua Rio de Janeiro a Rua Varginha chegando em edifício comercial
  • Centro esportivo de uso público, para desestimular áreas privativas de lazer

MAPA 03: CONSTRUÇÕES MANTIDAS

MAPA CONSTRUCOES MANTIDAS.jpg


MAPA 04: PROPOSTAS INICIAIS

MAPA PROPOSTA INICIAL.jpg

CORTE ESQUEMATICO.jpg

MAPA 05: MAPA GERAL DE EDIFICAÇÕES

MAPA GERAL.jpg


MAPA 06: MAPA USOS

MAPA USOS.jpg


MAPA 07: MAPA USO MISTO

MAPA MISTO.jpg


MAPA 08: MAPA USO CULTURAL

MAPA CULTURAL.jpg


Desenvolvimento das propostas[editar]

  • Diante das análises realizadas serão desenvolvidas as propostas nas quadras 01, 02, 03 e 04 (mapa abaixo) e no sistema de transporte público do MOVE.
  • Será adotado como coeficiente de aproveitamento predominante da área de intervenção 2, e não 7 como proposto pelo plano da Nova BH.

MAPA 09: MAPA ÁREA DE INTERVENÇÃO

MAPA ÁREA DE INTERVENCAO.jpg

Quadra 01

  • A quadra em questão é onde se localiza a antiga Escola de Engenharia da UFMG, edifício de oito pavimentos atualmente tombado. O objetivo nesta quadra é promover integração de lazer público com moradores da localidade. Para tanto foi proposto que o edifício da Escola de Engenharia passasse por um retrofit e mudasse seu uso para residencial. O edifício não possuiria vagas de veículos particulares, incentivando o uso do transporte público pelos moradores locais.
  • Foi observado também que a região central da cidade não dispõe de equipamentos de lazer e esportes. Com a intenção de baratear condomínios gerando maior diversidade de público e aumentar as possibilidades de encontro no espaço da cidade, tem-se a criação de um clube com quadras, piscina e prédio de apoio. Sua proximidade com o edifício da Escola de Engenharia estimula o uso pelos moradores do mesmo e também permite uso de outros por não ser uma área restrita do prédio.

IMPLANTAÇÃO DA QUADRA 01

Implantação01.jpg

VISTA 01 DA QUADRA 01

Vista01.jpg

VISTA 02 DA QUADRA 01

Vista02.jpg

VISTA 03 DA QUADRA 01

Vista03.jpg


Quadra 02

  • O principal objetivo deste edifício é integrar diferentes usos e incentivar o fluxo de pessoas durante o dia e a noite. A edificação pretende proporcionar permeabilidade na quadra, integrar usos públicos e privados e proporcionar agradáveis espaços de permanência. Além disso, a integração da passarela que liga a Rua Rio de Janeiro à Rua Varginha está integrada ao edifício, próxima à principal circulação vertical do mesmo e dos pavimentos de serviço e comércio. O pátio interno possibilita arborização interna, boa ventilação dos pavimentos e iluminação da edificação. A pavimentação da Praça-galeria é a mesma da calçada e propõe, com isso, atenuar as separações entre os espaços públicos e privados e tornar o ambiente convidativo para circulação e permanência. Por ser um grande empreendimento com usos mistos em uma quadra livre considerou-se viável, para esta quadra, um CA maior do que o estipulado para as demais.
  • Uso misto: comercial, residencial e serviços.
  • C.A = 4
  • Pilotis: Praça-galeria. Espaço de permanência e uso prioritariamente comercial. P.d= 8m
  • 1º pavimento: Uso prioritariamente de serviços. P.d= 6m
  • 2º e 3º pavimentos: Uso residencial P.d= 3m
  • Terraço da Cobertura: Espaço de permanência público.

IMPLANTAÇÃO DA QUADRA 02

IMPLANTAÇÃO.jpg

VISTA 01 DA QUADRA 02

VISTA 01.jpg

VISTA 02 DA QUADRA 02

VISTA 02.jpg


Quadra 03

  • Foram escolhidas quatro edificações da quadra 03 para serem mantidas. Apesar de não serem tombadas, estas apresentam uma bos estrutura para abrigas usos residenciais, de serviço e comércio. Todos os quatro apresentam fachada ativa, com comércio e serviços nos primeiros pavimentos, e residencial e de serviço nos superiores.
  • Com o grande espaço vazio gerado, foi proposta a criação de duas novas edificações também de uso misto de comércio e serviços, con fachadas voltadas tanto para a parte externa da quadra, quanto interna; onde será implantada uma área de permanência e passagem, com uma maior permeabilidade, e possibilidade de caminhos.
  • Para as novas edificações foi utilizado o CA de 2, mostrando-se também a projeção caso o mesmo fosse 7.


Rqc01.jpg


Rqc02.jpg


Rqc03.jpg


Rqc04.jpg


Rqc05.jpg


Rqc06.jpg


Rqc07.jpg


Rqc08.jpg


Rqc09.jpg


Quadra 04

  • A quadra 04 possui 3 edifícios tombados. O centro Cultural da UFMG e o edifício Mário Werneck permanecerão com os usos atuais, enquanto o galpão Cristiano Otoni passará a abrigar feiras e, por isso, serão abertas entradas na sua parede de fundo.
  • O principal conceito dessa quadra é a implementação de áreas de permanência no interior das quadras e a permeabilidade dos transeuntes na mesma.Por isso propõe-se uma área de praça com mobiliários urbanos e edifícios com galerias e pátios internos que possibilitam a travessia dos pedestres em seus interiores.
  • É proposta a construção de 2 novos edifícios com usos que intercalam entre de serviços e de comércio para trazer movimento para o local também em horários noturnos. Os mobiliários urbanos propostos também podem ser utilizados pelos bares fora do horário comercial.
  • O CA adotado para a quadra foi de 2. Mostra-se a projeção dos edifícios se fosse adotado o CA de 7, como propõe o projeto da Nova BH, e percebe-se que a adoção deste CA resultaria em edificações discrepantes com os edifícios tombados.

IMPLANTAÇÃO DA QUADRA 04

VISTASUPERIOR.jpg


VISTA 01 DA QUADRA 04

VISTA01.jpg


VISTA 02 DA QUADRA 04

VISTA02.jpg


VISTA 03 DA QUADRA 04

VISTA03.jpg


VISTA 04 DA QUADRA 04

VISTA04.jpg


VISTA 05 DA QUADRA 04

VISTA05.jpg


MOVE

  • Procurando dar atenção ao comércio local e a sua manutenção foi proposto que as estações do MOVE/BRT se instalassem nas calçadas, não na faixa central
  • Visando a acessibilidade foram rebaixadas as faixas de rolagem para que todos acessassem em nível
  • Para solucionar a questão de infiltração foi utilizado a pavimentação drenante

VISTA 01 DO MOVE

Ibagem001.jpg

VISTA 02 DO MOVE

Ibagem002.jpg

VISTA 03 DO MOVE

Ibagem003.jpg

Referências[editar]

  • EDIFÍCIOS DE USO MISTO

Montegrappa Building Renovation / Westway Architects

Montagem1.jpg


Montagem 2.jpg

Fonte: http://www.archdaily.com/775900/montegrappa-building-renovation-westway-architects

  • PASSARELA

New Visions for Pedestrian Footbridge Design Competition winner / LEA Invent & Burcak Pekin

Vat-pers-2.jpg

Fonte: http://www.archdaily.com/103462/new-visions-for-pedestrian-footbridge-design-competition-winner-lea-invent/vat-pers-2