Usuário:Guilhermedepaula

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"Os arquitetos necessitam enfrentar a enormidade da experiência urbana".

É baseado nesta frase categórica de Saskia Sassen que se introduz o desafio de se PROJETAR EM TEMPOS INSTÁVEIS, que dá título à obra da autora. Tendo em vista que existe uma diferença abismal entre pensar as cidades através do projeto de edifícios e de projetar/planejar a cidade em si, faz-se necessário utilizar uma base teórica de discussão que cabe não só à arquitetura e à sua produção vertiginosa e desenfreada, como também ao TIPO de cidade que se deseja DESENHAR.

Pensando não apenas nas características do sítio urbano constituído e mutante, temos paralelamente (ou sobreposto a ele) uma ´serie de vazios que se reconfiguram de acordo com aspectos, como a especulação imobiliária, o que faria com qu os suposto terrain vague inexistisse nessa lógica de reorganização randômica do espaço, que ora é superutilizado, como na verticalização das quadras e ora subutilizado como no caso de algumas praças, recaindo no conceito de densidade.

Necessariamente precisamos pensar a cidade como uma caixa de alfinetes, levando em consideração a produção de edifícios, que servem para otimizar, organizar e ocupar o espaço sendo que podemos ignorar a ideia que não consiste mais em CRIARMOS, mas em DEIXARMOS alguns espaços para que sejam ocupados de outras formas? Vale lembrar que isso não significa produzir áreas residuais, ociosas e alheias, mas que estão de certa forma insubordinadas à ideia de uma cidade deve passar pelo esquema previsto por leis de uso e ocupação do solo atuais, que pouco ou nada tem a ver com memória, vivência e a instabilidade desses tempos onde já se é difícil de construir coisas formalmente limitadas, o que dirá em proposições urbanas mais ousadas.