Quadra Praça

De EmBreveAqui
Ir para: navegação, pesquisa

Este é um resumo das informações do Plano Urbanístico da Operação Urbana Consorciada Antônio Carlos/Pedro I - Leste-Oeste / Vale do Arrudas [1] disponibilizado pela PBH.


QUADRA PRAÇA: liberação de espaço público.

A Quadra Praça tem como objetivo principal configurar grandes áreas de uso público associadas ao uso não residencial no térreo. Estes espaços de uso público deverão possibilitar novas articulações de pedestres, facilitando a integração dos bairros com as estações de metrô, de BRT e com os corredores viários prioritários, bem como a configuração de espaços de lazer e convívio associados a pequenos centros de comércios e serviços.

Referência de ocupação de Quadra Praça

Esta ocupação deverá apresentar maiores taxas de permeabilidade, incremento das áreas verdes e arborizadas e maior contribuição para retenção das águas pluviais, retardando o escoamento superficial e contribuindo com a diminuição das enchentes, através da implantação de caixas de captação e trincheiras de infiltração.

As Quadras Praças estão localizadas estrategicamente lindeiras aos corredores viários principais e possuem incentivos para os empreendimentos na escala da quadra, o que demanda maior poder de ação dos empreendedores. Este modelo de ocupação possui alto coeficiente de aproveitamento e alto adensamento construtivo, no entanto requer baixa taxa de ocupação e alta verticalização para promover a maior liberação de espaço público.

Referência de ocupação de Quadra Praça

O modelo de ocupação Quadra Praça tem como diretrizes gerais:

  • Viabilizar grandes espaços livres de uso público no térreo, integrados com a rua, sem muros, baixa taxa de ocupação, alta taxa

de permeabilidade e maior verticalização;

  • Estimular a vivacidade dos espaços públicos, bem como garantir sua manutenção sem ônus para o poder público, priorizandose a implantação de uso não residencial na maior extensão dos pavimentos térreos: fachada ativa, voltado para a rua, para vias de

pedestres ou para pátios de uso públicos internos às quadras, com acesso público irrestrito e com grande permeabilidade visual;

  • Garantir a inserção harmônica da edificação no espaço público, com recuo de alinhamento para alargamento dos passeios;
  • Reduzir o impacto das áreas de estacionamento na volumetria das edificações, coibindo a implantação de fachadas cegas no andar térreo, com incentivo a estacionamentos subterrâneos ou em torre de edifício garagem (estacionamentos coletivos);
  • Minimizar o impacto no sistema de transporte, viabilizando vagas de embarque e desembarque, o acesso aos estacionamentos e áreas de cargas de descargas por vias marginais ou vias internas às quadras, proibindo o acesso direto pelos corredores viários principais;
  • Garantir a implantação de percursos de pedestres internos às quadras, para reduzir as distâncias dos percursos a pé, articular os bairros às estações de transporte metrô e de BRT presentes nos eixos estruturantes principais e possibilitar a apropriação coletiva dos espaços de uso público.